SER A ÁRVORE OU SER ZAQUEU ?


Ser Zaqueu… Ou ser aquela árvore… Eis a questão!

Todos os cristãos querem ser o Zaqueu. Aquele que teve o privilégio de ser encontrado por Jesus que logo lhe anunciou que entraria em sua casa…

Aquele que sentiu o privilégio de ter o próprio Messias adentrando em sua humilde casa…

Aquele que recebeu algo diferente em seu coração, algo tão bom, tão envolvente, que logo fez tudo mudar…

Aquele que usurpava, defraudava na cobrança dos Impostos em função de sua ambição mas, que de repente sentiu algo novo…

Não havia mais o desejo de enriquecimento injusto e desonesto, mas em lugar deste velho sentimento sentia agora um enorme desejo de consertar os seus erros dos quais agora não havia nenhum outro sentimento, senão o de repulsa, nojo e desprezo…

Aquele que confessou a Jesus os pecados recebeu o perdão e restauração…

Aquele que recebeu a eterna salvação, a qual ninguém mais poderia lhe arrancar,
pois a mesma estava predestinada para ele…

Como é bom ser Zaqueu… Como é bom receber a atenção de Jesus… Como é bom ser resgatado… Como é bom ser perdoado…

Mas…

A árvore que ficou lá fora, quem deseja ser?

Quem deseja ser aquele meio o qual serviu de suporte a Zaqueu para poder enxergar a Jesus que certamente passaria por ali? Quem deseja ser a árvore que serviu de escada, de alavanca, de lugar de observação privilegiada para Zaqueu? Quem deseja ser instrumento de Deus para alcançar os perdidos?…

Precisamos ser a árvore, o meio, o instrumento nas mãos de Deus! Ele quer contar conosco!

Mas precisamos nos comportar como aquela árvore… Servindo, intermediando, facilitando, possibilitando… Mas saindo de cena quando o personagem principal da história chega.

Jesus é o personagem principal, quando Ele chega, tudo fica iluminado!

Os “figurantes” saem de cena, e deixam que Ele atue!

Ele se responsabiliza pelo desenrolar da história!

A árvore não precisa e nem deve reclamar atenções para si…

A árvore apenas se satisfaz em ter sido útil, ter sido bênção na vida de Zaqueu…

Precisamos direcionar a atenção toda para o Senhor, sem querer nada para nós mesmos.

Fizemos a nossa parte? Pregamos? Agora é com Ele.

Devemos acompanhar sempre os nossos “Zaqueus”, porém, não podemos jamais esquecer que a obra interior quem opera é o Espírito Santo…

O agir dele vai muito além, vai ao fundo da alma, e é isto que importa!

De que adianta eles subirem na árvore, e logo em seguida despencarem lá de cima sem chegar a lugar nenhum?

É isto que acontece quando queremos fazer o que não compete a nós- meras “árvores”, mas a Deus! Quando tentamos forçar a conversão de alguém, entramos numa área restrita ao Autor da salvação e esta atitude precipitada faz com que as pessoas fiquem com a visão embaçada porque a árvore é muito frondosa e impede que olhem para Cristo. Devemos pregar com convicção daquilo que pregamos, mas sem pensarmos que somos “os tampas”… Ou, quando pessoas se converterem por meio da nossa pregação, rejeitarmos o “ficar inchados” de orgulho. Claro, a sensação do dever cumprido e de vir os frutos deste trabalho é muito boa, mas devemos senti-la sem dar lugar à soberba, pois Deus é o Agricultor, é Ele quem faz a semente germinar, brotar, crescer e prosperar…

Há apenas uma preocupação que deve nos incomodar: É a de estarmos sendo fiéis despenseiros de Deus, fiéis arautos do Grande Rei, fiéis embaixadores, para que as pessoas possam receber o leite puro, sem adulteração, e assim, se tornarem crentes saudáveis e frutíferos para a glória de Deus Pai.

Será que temos buscado trabalhar para o Senhor com humildade?

Será que temos sido aquela singela árvore que apenas cumpriu a sua Missão, a sua função?

Um dia já estivemos lá em cima da árvore… Um dia fomos Zaqueu…Mas agora estamos prontos para dar frutos…

Agora é chegado o momento de sermos como “árvores”: Queiramos ser aquela árvore que ajudou a Zaqueu…

Queiramos ser o instrumento por meio do qual, muitos “Zaqueus” virão até Jesus!

Isto deve nos bastar!

Porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas! A Ele, pois a Glória para todo o sempre. Amém

Fonte: Luiz C Gomes

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