Meu fardo é leve


“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobre carregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mt. 11:28-30)

O evangelho de Mateus foi escrito com o intuito de testificar que Jesus era o Messias prometido ao povo de Israel, e, que, Sua missão consistia em trazer o reino de Deus até os homens, isto é, proporcionar a plena reconciliação da humanidade com Deus.

Nesse contexto encontramos Jesus caminhando pelas cidades de Israel quando se depara com pessoas cansadas, sobre carregadas e necessitadas de alívio. Nesse ponto temos um contraste: de um lado encontramos Jesus, o filho unigênito de Deus e digno de toda glória, honra e louvor. Do outro lado temos o povo cansado, ferido e necessitado do alívio que só Jesus podia conferir. Cristo, demonstrando a graça de Deus, não espera que o povo clame por alívio, mas num gesto de pura bondade e humildade exclama “Vinde a mim!”.

Mas por que o povo precisava ir até Jesus? Qual era o jugo que estava sobre carregando o Israel de Deus? No tempo de Jesus, os judeus iniciavam os estudos da palavra de Deus aos seis anos de idade. Apenas alguns poucos afortunados conseguiam prosseguir seus estudos aos pés de algum Rabino, isto é, mestre da lei. No entanto, esses mestres da lei determinavam que seus seguidores cumprissem algumas exigências que estavam além da lei de Deus. Por este motivo o povo estava sobre carregado. O ideal de justiça que os doutores da lei pregavam ser o necessário para a salvação era alto demais! O povo não conseguia cumprir essa exigência e sentia o peso do pecado sobre carregando suas costas.

Eis que surge Jesus, o Mestre dos mestres e oferece o jugo suave, afinal, os mandamentos de Deus não são um peso (1 Jo.5:3), pelo contrário, aquele que os pratica será como uma árvore plantada junto às correntes de águas, dará o fruto na estação correta e suas folhas nunca murcharão (Salmo 1). Jesus confronta o peso da religiosidade com a maravilhosa graça de Deus e convida o povo de Israel a aprender com ele, que é manso e humilde. Os mestres da lei não são mansos, eles cobram uma postura rígida demais e suprimem a liberdade em Cristo em detrimento do jugo de escravidão (Gl. 5:1). Também não são humildes, pois, elevam as suas interpretações do texto sagrado como a única verdade, negando a Verdade de Deus. Jesus sim é o único que pode nos conceder descanso, pois, ele é o bom caminho do qual falou Jeremias (Jr. 6:16) e quem anda pelo bom caminho acha descanso! E Jesus não é apenas o bom caminho, mas o único caminho para se chegar ao Pai (Jo. 14:6). Pensemos nisto e nos submetamos ao suave jugo de Jesus, pois, nele encontramos descanso para as vicissitudes da nossa alma. Paz e bem

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