Repensando nossa forma de amar


Objetos descartáveis ás vezes nos causam problemas, pois muitas vezes não sabemos onde, nem como joga-los fora. 

Descartáveis são aqueles objetos que, segundo a nossa opinião, não tem mais nenhum valor e devem ser descartados. Essa opinião, em geral, é muito relativa. Mas, afinal, se é nosso, podemos fazer o que bem entendermos disto ou daquilo sem a menor cerimônia. E aí entra muitas vezes a reciclagem que aproveita e transforma esses objetos descartáveis em objetos de valor.

Há sempre alguém interessado em reaproveitar o que para nós não tem nenhum proveito. Recolher esses objetos ou sucatas hoje virou uma mania, ou melhor, uma ncessidade e muita gente sobrevive desta prática. Todo cidadão consciente colabora e ajuda pessoas que sobrevivem catando aqui e ali esses objetos.

Pensando neste assunto, me veio á mente a possibilidade e o perigo de jogarmos fora algo que certamente ainda tem muito valor. Na escola da vida aprendemos a valorizar muitas coisas e também a descartar outras tantas. Todos os dias estamos jogando fora oportunidades que certamente nunca mais teremos. Ás vezes nos arrependemos de não termos fechado determinado negócio, ou de não termos ficado calados diante de determinadas situações. 

E vamos deixando pelo caminho sinais de nossa incompetência como cidadãos e como amigos. Às vezes, impelidos pelo momento, acabamos agredindo e até descartando pessoas que certamente não merecem isto de nós. E a pessoa então se vai triste e sem entender o nosso destempero emocional. É preciso ter muito cuidado para não cometermos injustiças com as pessoas, pois acima de tudo, inclusive de nossa opinião pessoal, está o ser humano.

As pessoas não são objetos descartáveis. Se hoje estamos numa posição socialmente mais elevada em relação a alguém não devemos nos esquecer de que amanhã poderemos estar por baixo. A vida é como uma gangorra, como escreveu o poeta evangélico Gióia Júnior. “A gangorra é como a vida,/nos movimentos que tece:/quando eu desço, você sobe,/quando eu subo, você desce…” As pessoas não são objetos que colocamos numa sacola e depois deixamos na lixeira para alguém pegar e depois vender por alguns trocados. 

Todos nós temos sentimentos e sensibilidade e estamos conscientes de nossas limitações, mas também temos as nossas qualidades. Cada um na sua profissão é útil enquanto cidadão e profisisonal. Todos nós produzimos e somos úteis á Nação e de alguma forma fazemos parte da vida do País. Preconceito e discriminação são atitudes abjetas e dignas de nossa inteira repulsa. Todos somos irmãos, não importa a cor, a raça ou a religião.

Não somos objetos descartáveis, apenas pertencemos a classes sociais diferentes.É triste, mas a maioria das pessoas, creio eu, já passou pela triste experiência de ter sido descartada algum dia. Levante a cabeça e creia que você é valioso para Deus, para o seu próximo e para a sociedade. “Você que ficou no alto,/não deve de mim sorrir;/você terá que descer,/quando eu tiver que subir!”. (Poema “Gangorra” de Gióia Júnior). Paz e bem

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