A arte de saber calar


Uma das atitudes mais irritantes que já presenciei foi ouvir pessoas falarem quase sem parar e, no entanto, não transmitirem nada de bom ou aproveitável. São as pessoas que “falam pelos cotovelos”, como se diz.

Certo sábio disse: “Falar é uma necessidade, ouvir é uma arte”. Dentro deste contexto, fico me perguntando: por que certas pessoas falam tanto?

Há pessoas que falam demais e se intrometem onde não são chamadas e acabam sendo convidadas gentilmente para se retirar. Dão palpite em tudo e sempre usam aquele velho chavão: “Vocês querem saber a minha opinião?”. Ninguém responde, mas ela fala assim mesmo.

Falar demais é prejudicial para quem fala e, principalmente, para quem ouve. Os antigos já diziam: “Quem fala muito dá bom dia a cavalo”. Há pessoas que parece que engoliram uma vitrola e precisam estar sempre destilando o seu veneno.

O que não falta para essas pessoas são assuntos. Falam do sol, da chuva, das plantas, dos animais, das águas e, principalmente, da vida alheia. Estão sempre patrulhando alguém, fiscalizando e prontos para dar as últimas noticias. São os fiscais de plantão que não perdem uma fofoca. Será que elas não se cansam nem se fadigam?

O que é pior nisto tudo é que muitas pessoas se preocupam tanto com a vida dos outros que se esquecem da sua. Capinam a roça dos outros e deixam a sua no mato. Não prosperam, não crescem culturalmente e nunca fazem algo realmente importante e elogiável. Estão sempre ocupadas em falar, bisbilhotar e depois divulgar aos quatro cantos aquilo que a ninguém interessa. Será que elas não tem outra coisa para fazer?

Quanta falação, quanto comentário infeliz? Vivem como o macaco que senta no seu rabo e fica zombando do rabo do outro. Essas pessoas deveriam olhar mais no espelho, deveriam refletir um pouco, raciocinar um pouco, mas ás vezes eu acho que isto é pedir demais. Será que elas não se mancam?

Se não tem outro jeito, então que continuem falando, gargalhando e zombando do parente, do vizinho… Que coisa mais feia? Há pessoas que falam até quando estão dormindo. Falar é bom, agradável, mas é preciso falar com sabedoria, prudência e inteligência para que a palavra seja agradável, temperada com sal e possa surtir o seu efeito. Esta, sim, é a palavra que eu gosto de ouvir! “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo” (Provérbios 25. 11). Paz e bem

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