O Espírito Santo e a Igreja


“Consumada a obra que o Pai tinha confiado ao Filho sobre a terra, no dia de Pentecostes foi enviado o Espírito Santo para santificar continuamente a Igreja e, assim, os que viessem a acreditar, tivessem, mediante Cristo, acesso ao Pai, num só Espírito”. (LG 4) Assim, dá-se o nascimento da Igreja, manifestação do que já ocorrera no Cenáculo, quando o Cristo sopra sobre os apóstolos e diz: “Recebei o Espírito Santo…” O que ocorreu “estando as portas fechadas”, agora se manifesta publicamente diante dos homens. É claro que o Espírito já agia no mundo, mas em Pentecostes ele desceu sobre os discípulos para permanecer com eles eternamente (Jo 14, 16) e a Igreja nasce e dá-se o início da difusão do Evangelho através da pregação. O “tempo da Igreja” começa com a vinda do Espírito Santo, no momento em que as promessas e os anúncios, sobre o Espírito consolador, o Espírito da verdade, passaram a verificar-se sobre os apóstolos, com toda a evidência. O Espírito assumiu a orientação invisível daqueles homens fracos. “O Espírito Santo habita na Igreja e no coração dos fiéis como num templo (cf 1Cor 3,16); neles ora e dá testemunho da sua adoção filial (cf Gl 4,6).Ele introduz a Igreja no conhecimento de toda a verdade (cf Jo 16,13), unifica-a na comunhão e no ministério, edifica-a, dirige-a e enriquece-a com seus frutos” (cf Ef 4, 11-12) – LG 4 Os discípulos formam uma comunidade guiada pelo Espírito Santo, portadora de uma mensagem de salvação, solidária com todos os homens e com sua história, pois o Espírito de Deus dirige o curso dos tempos e renova a face da terra. É significativo que Jesus, no seu discurso de adeus, anuncie não apenas sua partida, mas também a sua nova vinda: “Não vos deixarei órfãos, voltarei para junto de vós” (Jo 14,18), e no momento da ascensão diga: “Eis que estou convosco todos os dias, até ao fim do mundo” (Mt 18, 20) Esta nova vinda dá-se no âmbito do envio do Espírito Santo, realiza-se por obra do Espírito, que faz com que Cristo, que partiu, venha agora e sempre, de maneira sempre nova, na realidade sacramental da Igreja. Nossa redenção desenvolve-se na história no ritmo da missão do Filho, que veio ao mundo, nascendo da Virgem por obra do Espírito Santo e também no ritmo da missão do Espírito, que veio e vem continuamente a nós, no mistério da Igreja. Ela é realidade terrestre, destinada à História, e obra de Deus, “mistério” que só a fé conhece. A Igreja é sinal e meio da intervenção de Deus na nossa história. É realização da promessa de Deus concretizando-se na Igreja e através da Igreja. A Igreja histórica e visível tem Jesus como seu “fundador” (mas sempre ativo e vivo) e o Espírito como aquele que lhe dá vida e a faz crescer, enquanto ela é o Corpo de Cristo. Ela é fruto das duas missões divinas: do Filho e do Espírito. Há uma total unidade de ação do Espírito Santo e do Cristo, pois “o Senhor é o Espírito e onde está o Espírito está a liberdade”. (2Cor 3,17) As Pessoas na Trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, são distintas, mas de tal modo unidas que as experimentamos juntas. Quando o Pai envia o Verbo, envia sempre o seu Espírito. Por:Tácito Coutinho

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