Entrelaçados com a Palavra


O Senhor nos deixou um mandamento; nos deixou também, seus ensinamentos e recomendações para que pudéssemos cumpri-lo; para que tivéssemos uma vida santa e agradável a Deus. Em contra partida, o mundo também nos traz seus ensinamentos, impondo muitas vezes ações ou reações que desagradam a Deus, nos afastando cada vez mais da santidade. Nós, conhecedores da palavra, sabemos o que Jesus quer, porém, muitas vezes não conseguimos ativar o mecanismo que nos impulsiona a fazermos o que Ele quer.Esse mecanismo é uma vida devocional, de entrega, dedicação a leitura, dedicação a palavra… palavra que transforma continuamente as nossas vidas, como está escrito em 2 cor 3:18b: “…somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem…”. Transformados a imagem de Cristo. Ora, para sermos imagem de Cristo, temos que andar com Cristo, sermos íntimos de Cristo; conhecedores profundos de sua palavra. A palavra transformadora, que nos torna homens e mulheres espirituais ao nos entregarmos a ela. Nós que somos observadores e amantes da palavra, temos visto tantos modismos nas igrejas… novas técnicas… métodos… onde a palavra não tem sido priorizada, criando e nutrindo um cristianismo raso, sem profundidade, sem raiz. Digo isso, com tristeza, e não apenas como um simples observador, mas como testemunha ocular: priorizamos tudo, menos a palavra. Ainda estou cursando Teologia e na aula de Hermenêutica todos os alunos foram “obrigados” a assistirem uma palestra fora do campo. Foi aproximadamente três horas de palavra… de ensinamentos… de informações, algumas preciosas, outras nem tanto, e mesmo havendo discordâncias em alguns pontos, de uma forma geral, foi positivo. Afinal era a palavra que estava sendo esquadrinhada. O apóstolo Paulo nos diz: Julgai todas as coisas, retende o que é bom. Assim o fiz. Mas alguns alunos se indignaram com a professora simplesmente porque não aguentavam ficar sentados ouvindo três horas de palavra! Pergunto: como alguém que faz teologia e diz amar a palavra não consegue ouvir três horas de palavra? como essas pessoas são impactadas e impulsionadas a uma mudança de mentalidade e consequentemente, de vida se não conseguem ouvir a própria revelação de Deus? O que elas pregarão futuramente? o que elas ensinarão? o que serão dos seus ouvintes e seguidores? Cegos guiando cegos? homens guiando homens por sua própria sabedoria, “usurpando” o lugar de Deus? Pregamos tantas coisas: que devemos amar mais, que devemos ser pacientes, que devemos ser misericordiosos… que isso… que aquilo… mas dificilmente pregamos que devemos nos comprometer profundamente com a palavra. Se é ela que nos dá entendimento e nos liberta, como podemos viver sem ela? Se não conseguimos ouvir, como podemos dizer que amamos? e se não amamos a palavra, como podemos dizer que amamos o autor das palavras? E se não amamos o autor das palavras, como podemos dizer que estamos nele? O que o Senhor espera de nós, é que sejamos seus imitadores. Amar a palavra, se dedicar a palavra nos traz uma intimidade tão grande com o Pai que começamos a expressar nuances dos seus atributos, e começamos aprender a amar, a sermos misericordiosos, a sermos perseverantes, a não maldizermos, a abençoarmos, enfim começamos a experimentar o que o homem carnal não pode experimentar. Que o nosso comprometimento com o Senhor seja priorizado em nossas vidas, e que possamos dizer como o apóstolo Paulo disse: “não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim”. Paz e bem

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