Estar com Cristo as claras.


“Este foi ter de noite com Jesus,…” Jo 3; 2 “Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.” V 20 Em meio a seu ensino sobre a Salvação e o amor de Deus, de forma sutil, Jesus censurou Nicodemos por tê-lo buscado à noite, ocultando-se dos seus pares de Sinédrio. O simples fato de carecermos ocultar algo, já é uma admissão interna que agimos mal. Moisés, certa vez, certificou-se da ausência de plateia antes de um feito, e cuidou para que ficasse oculto depois. “E olhou a um e a outro lado e, vendo que não havia ninguém ali, matou ao egípcio, e escondeu-o na areia.” Ex 2; 12 Isso, teria custado sua vida, não tivesse ele fugido. Alguém definiu essas ações de uma forma bem didática: “Queres saber se os conselhos da noite são bons, pratique-os durante o dia.” ( Z. Rossa) O Salvador, por ocasião de seu interrogatório, reivindicou sua transparência; “…Eu falei abertamente ao mundo; eu sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde os judeus sempre se ajuntam, e nada disse em oculto.” Jo 18; 20 Noutra palavras, qualquer um pode dizer o que ensinei, não há segredos. Que diferença entre o nosso Advogado, e os desse mundo, que, se esforçam ao limite para ocultarem erros de seus clientes, antes, que buscarem a transparência, os fatos! O cristianismo preceituado na bíblia, não pressupõe nada oculto, em termos de ensino, ainda que pleiteie uma separação, em se tratando de ações vergonhosas. “Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.” II Cor 4; 2 Ora, só pode se recomendar à consciência alheia, aquele cuja própria, não censura. Quando há palavras que não podem ser ditas, atos que não podem ser apreciados, esse “não poder” em si só, é já admissão de culpa, peso na consciência. Quando Estevão proferiu seu célebre sermão denunciando erros de seus compatriotas, foi censurado de forma peculiar; “Mas eles gritaram com grande voz, taparam os seus ouvidos, e arremeteram unânimes contra ele.” Atos 7; 57 É possível, pois, “sanar” externamente nossas culpas, inoculando em nossas almas seu veneno, mas, quem tem discernimento espiritual, rejeita tal depósito sabendo que, “… as boas obras são manifestas, e as que são de outra maneira não podem ocultar-se.” I Tim 5; 25 A longanimidade de Deus nos permite ocultar erros, enquanto tenta nos persuadir ao arrependimento, confissão e abandono, mas, não atingido isso, resta apenas Sua Justiça. “Estas coisas tens feito, e eu me calei; pensavas que era tal como tu, mas eu te arguirei, e as porei por ordem diante dos teus olhos:” Sal 50; 21 Antes da arguição de Deus, pois, façamos uso sábio de nossa própria consciência. Essa opção, ainda que possa ser dolorosa, às vezes, define se nosso encontro será com a misericórdia, ou com a justiça divina. “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. Paz e bem

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