Navegar é Preciso, não fique ancorado.


Um novo ano se aproxima e com ele a esperança de dias melhores, de sonhos realizados, projetos alcançados, enfim, de um novo tempo mais feliz. Diante de tantas expectativas, me pego refletindo sobre a aproximação desse novo ano que pode vir repleto de possibilidades e significados, mas que, ao final, também pode apresentar-se insignificante e estéril, caso não aproveitemos a oportunidade de sua chegada para produzirmos ações que gerem transformações. Durante o ano que passou, ouvi tantos relatos de sonhos que não foram alcançados, projetos que não saíram do papel ou nem mesmo a ele chegaram, pois não lhes foi permitido, sequer, escaparem do coração. Ouvi e sofri. Compartilhei a dor da frustração e do desânimo sentidos por aqueles que, em sua maioria, limitaram-se a desejar e expressar seu desejo, sem conseguir compreender a essencialidade de ir além das palavras, adentrandono campo da ação – campo que eu chamo Mais que Palavras.Acredito que somente nele podemos produzire experimentar o saboroso fruto da realização. Por inúmeras e repetidas vezes fiz ecoar, através da canção ou da explanação, o meu grito de alerta: “Saia de sua zona de conforto!O quanto você realmente quer? Aja! Não haverá colheita sem plantio. As redes permanecerão vazias se não forem lançadas ao mar. Como você vai alcançar o alvo se não se dispuser a caminhar em sua direção?” Não sei se alcancei ouvidos atentos, corações férteis. Espero que sim. Mas, ainda que não os tenha alcançado, ou, pelo menos, não tanto quanto gostaria, recusei-me a permanecer paralisado em minha zona de conforto, tão somente ouvindo, sonhando e desejando agir. Na realidade, quanto mais reflito mais convicto estou de que é preciso romper o comodismo que nos mantém paralisados e exercitamo-nos no difícil e árduo campo da ação. É preciso! Talvez por isso, quando quis explicar a nossa criação em Cristo Jesus, o apóstolo Paulo nos remeteu à realização de obras, na verdade não apenas obras, mas boas obras, “as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos.” (Ef 2.10, grifo nosso). Não compreenderemos a razão de nossa criação e a dádiva da chegada de mais um ano se nos acomodarmos diante do imperativo de praticar, praticar boas obras. Entretanto, não as praticaremos se não ousarmos sair de nossa zona de conforto, se não ousarmos ir além das palavras. Que em 2013, falemos menos e ajamos mais! Que em 2013, cheios de coragem e ousadia, rompamos com os grilhões que nos prendem em nossa árida e infértil zona de conforto! Que em 2013, livres, esforcemo-nos e pratiquemos as boas obras para as quais fomos criados! Amém!

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