Amar se aprende amando.


A maturidade emocional só vem com o tempo. A pessoa amadurece na medida em que, ao longo dos anos, vai recebendo amor. Mas, como se amadurece no amor? Primeiro, recebendo muito amor. Segundo, dando e oferecendo amor. Na medida em que alguém vai recebendo amor e vai crescendo em sua capacidade de amar, também sente a necessidade de retribuir o amor. Ao dar amor, o coração amadurece ainda mais. Ao amar os pais, irmãos, sobrinhos, namorado, namorada e os amigos, desenvolve-se a capacidade de amar, cresce a maturidade do amor daquele que está amando. Chegando à maturidade, você se realiza e ajuda aqueles a quem você ama a se realizarem verdadeiramente no amor. AMOR AFETIVO E AMOR EFETIVO O amor afetivo é demonstrado pelo afeto e se manifesta em abraços, beijos, carinhos, afagos, toques físicos, sorrisos, delicadezas etc. O amor efetivo é o amor demonstrado em gestos concretos em favor da pessoa amada. Os pais manifestam seu amor efetivo quando trabalham para sustentar o lar, pagar os estudos, o médico; quando os pais agem de forma concreta para o bem da família. Porém, pode ocorrer que um pai ame muito efetivamente sua família, mas não dê amor afetivo à esposa e aos filhos. Só dá bens, não dá amor nem carinho. O ideal é que o amor afetivo e o amor efetivo andem sempre juntos, que seja um único amor. Quando há o amor afetivo, o amor efetivo sempre existe e se manifesta. Quando um marido é apaixonado afetivamente pela esposa e pelos filhos, ele faz o máximo para dar do bom e do melhor para eles. Mas quando o amor afetivo enfraquece, o amor efetivo começa a diminuir. Quando o marido já não sente amor afetivo pela esposa, o seu amor efetivo desaparece. Ele começa a reclamar dos gastos da esposa, porque precisa dar dinheiro para manter a casa, etc. Quando o calor afetivo dos corações se esfria, o amor efetivo também decai, e os problemas de relacionamento se manifestam. É um grande erro imaginar que o amor efetivo, manifestado sem o amor afetivo, possa satisfazer o coração e deixar a pessoa feliz. Alguns pais “enchem” a esposa e os filhos com presentes, jóias, dinheiro, carros e viagens pensando que isso os realiza. É um grande engano. Os bens materiais não preenchem o coração. Eles só têm valor amoroso se vierem acompanhados do amor afetivo. Os bens materiais, por si sós, não satisfazem, porque fomos criados para viver o amor. IMATURIDADE E CARÊNCIA AFETIVA Você sempre ouve alguém afirmar: “Aquele jovem é imaturo!”; “aquela moça é muito carente!” A imaturidade é a realidade de uma pessoa que não amadureceu afetiva e emocionalmente. É como uma fruta verde no pé. O jovem ainda não chegou num equilíbrio. Precisa continuar a receber e dar do seu amor, para poder amadurecer. A imaturidade não é um defeito nem um problema. É uma fase normal da vida. Não se pode exigir que jovens entre 15 e 20 anos já tenham chegado à maturidade emocional. A não ser que, excepcionalmente, eles tenham recebido tanto amor, e de uma forma tão acertada, que tenham chegado precocemente à maturidade. O jovem imaturo precisa receber e dar muito amor, a fim de chegar a amadurecer. Muitos jovens ainda precisam estar ligados à família para receberem muito carinho, afeto e amor dos pais, dos irmãos, dos familiares e amigos, do namorado, da namorada, na igreja, na escola, a fim de chegarem à maturidade do coração. É preciso chegar ao tempo em que há mais alegria em dar do que receber amor. A carência afetiva é aquele vazio que fica no coração do jovem por não ter recebido amor afetivo em sua vida, talvez desde a concepção. A carência é um vazio de amor. Um jovem pode ter 20 anos de idade, mas o seu coração ter apenas 13, porque existe um vazio de amor em seu coração. A esse vazio chamamos de carência afetiva. Essas carências manifestam-se como uma “fome de amor”. Elas podem gerar uma série de problemas na sua caminhada de vida, quer no seu relacionamento familiar, quer no namoro e no casamento. Então, como podemos amadurecer e curar nossas carências afetivas? Se a imaturidade e as carências afetivas são uma verdadeira fome de amor, só se pode amadurecer, só se curam as carências, recebendo muito amor. E é na FAMÍLIA que podemos nos curar. O CASAL MADURO O amor é um sentimento que já deve estar presente no ato da concepção do ser humano. Um casal deve viver num clima de amor, para que quando forem manter relações sexuais elas sejam realizadas em profundo clima de amor, porque, se acontecer uma gravidez, o novo ser, a nova pessoa, já perceberá se foi concebida no amor ou na frieza de um puro ato carnal, num ato de violência ou mesmo se ela está sendo rejeitada, pela própria rejeição daquele ato sexual que a mãe não está querendo realizar. Existem pessoas infelizes, que trazem profundos traumas de rejeição e desamor, porque foram concebidas num ato violento, às vezes praticado entre o próprio casal. Portanto, já na origem da vida é preciso que o ser humano seja concebido em clima de amor. É preciso que a criança em gestação perceba um verdadeiro clima de amor e receba manifestações de amor dos pais durante os nove meses de gestação. O ideal é que quando a esposa estiver grávida, não haja brigas, violência, discórdias e confusões, para que o clima seja o mais favorável possível para o bom desenvolvimento emocional do bebê. O clima de amor deve continuar pela vida toda. A criança espera – e precisa – receber muito amor dos pais, avôs, irmãos, parentes e amigos. Recebendo amor ela vai se desenvolver sadiamente. E o desenvolvimento do coração emocional vai acontecendo naturalmente até chegar à maturidade, quando a pessoa se sente realizada. Assim, é fácil perceber a importância da família como ninho de amor, para a felicidade do ser humano. Caro jovem, a partir dessas realidades, você percebe a importância de escolher muito bem um bom companheiro(a) para o casamento. O namoro deve levar ao conhecimento profundo, um do outro, para chegarem à conclusão de que juntos conseguirão formar um ninho de amor, para serem felizes e para fazerem felizes seus filhos. Por:Cássio Abreu Paz e bem

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