Tudo é novo


Dom José Alberto Moura Arcebispo de Montes Claros Quando entramos numa casa ou num carro novo sentimo-nos gratificados, principalmente quando tal bem é de nossa propriedade. Quanto trabalho, esforço e economia em geral se fazem para a aquisição de tal bem! Mas isso não nos gratifica tanto se não tivermos bem em nossa saúde física, psíquica ou espiritual. É importante sermos pessoalmente como novas pessoas, com o sentirmo-nos bem conosco mesmos e com os outros, particularmente com os de nossa família! Paulo nos lembra que “Se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo” (2 Coríntios 5,17). De fato, quando temos sempre nossa renovação pessoal com o amor de Deus. Solucionamos o foco do bem estar pessoal para também renovarmos nosso modo de nos relacionarmos com todos e usar do que é material para ser um instrumento de ajuda à nossa caminhada existencial de modo adequado e realizador. Se estivermos mal com Deus, ou seja, com a consciência carregada de desvios de conduta, caminhando fora do sentido da vida por Ele apresentada, faz-se necessária a mudança para o novo da graça do Senhor. É como tirar o jugo que nos pesa nas costas pelos erros e caminhada fora dos ditames da consciência bem formada com os valores do Evangelho de Cristo. No tempo de Josué, em continuação da liderança de Moisés, o povo judeu, já na terra prometida, pode celebrar a Páscoa da libertação da escravidão no Egito. O próprio Deus lhe disse: “Hoje tirei de cima de vós o opróbrio do Egito” (Josué 5,9). Assim também acontece com quem se deixa conduzir por Deus. A libertação acontece. A vida de sentido é realizadora. A novidade da presença de Deus é notada. Tudo é novo. Até os sacrifícios e as dificuldades não são grandes pesos. Tudo é meio de regeneração, como os sofrimentos e a Páscoa de Jesus. Mas nós sozinhos não somos capazes de tirar todo o peso de nossos limites e pecados para vivermos a vida nova tão desejada em nosso íntimo. É preciso confiarmos e pedirmos a misericórdia do Senhor. Jesus narra a parábola do filho pródigo, indicando a realidade da grande misericórdia de Deus para com cada filho pecador (Cf. Lucas 13,1-2). Não há erro ou pecado tão grande que seja maior do que a bondade e o perdão de Deus. Por isso, temos de ter a coragem de reconhecer nossos erros e a grande compaixão do Senhor. Abrir-se a Ele é nossa salvação. Ensinar à juventude, para que ela também ensine aos outros, a mudança para se ser eternamente jovem, é o grande segredo do amor divino. Ele nos torna novas criaturas e nos possibilita consertar o mundo, com a mudança do ser humano, a partir das coordenadas da misericórdia de Deus. Somo veículos transportadores dessa misericórdia para anunciarmos a todos que é possível viver a vida nova de ressuscitados pelo amor do Senhor. A Campanha da Fraternidade nos chama a atenção não só para valorizarmos a juventude; também para nós mesmos sermos fonte da renovação feita por nossa conversão e assumirmos a misericórdia de Deus.

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