Mais do mesmo ! ?


Ontem estava eu assistindo televisão em casa, procurando algo diferente, algo novo algo que me desse ânimo quando me deparei, em uma das emissoras católicas que pegam em casa, com um rosto novo, uma pessoas desconhecida cantando o que parecia uma musica de louvor. Pensei comigo mesmo, vou assistir, conhecer o trabalho, pois uma das coisas que mais gosto de fazer é procurar novos sons, outros sons, outra musica que me faça sentir bem, coisas que meus ouvidos aprovem como inovadores e autênticos. Após assistir mais da metade do programa e tendo o visto cantar muito, fiquei realmente frustrado, um sentimento que tenho sentido com muita frequência em nosso meio católico, pois nessa minha busca maluca por coisas diferentes ou pelo menos autenticas, tenho encontrado muita “imitação”. Vou explicar meu ponto de vista, imagine o seguinte fato, você tem a opção de comprar um aparelho de mp3, e com o mesmo preço estão a venda o Ipod, e um mp3 coreano. A pergunta seria, o original ou a imitação coreana? Entre tantas outras comparações que eu possa citar, a resposta seria sempre a mesma, eu fico com o original. Levante a mão ai quem não concorda comigo. Pois é, lembro-me também quando eu cursava minha faculdade de musica, e mais particularmente as aulas de pratica em conjunto onde meu professor sempre falava a todos, mas em especial aos cantores, para de imitar o autor, você é um intérprete, interprete. Ou seja de a sua versão para aquela musica. O mesmo leio inclusive em revistas especializadas para guitarristas, baixistas, bateristas, sempre alguém dizendo não copie fulado, seja você mesmo. Trazendo estes exemplos para o nosso raciocínio, quando tocamos, cantamos ou recitamos a obra de alguém, podemos e devemos não imitar o autor, mas sim dar nossa cara, em nosso caso a canção, não apenas ser uma repetição, reproduzir fielmente, copiar, mas darmos sentimento, verdade, e fidelidade a nossas ações, tanto cantando, quanto tocando. Precisamos transmitir a verdade de nossos corações, e não do coração dos outros, o coração dos que pregaram bonito na TV ou no grupo de oração. E em nossos pensamentos ainda ouso em ir mais além, em nossa própria musica precisamos passar nossa verdade, em arranjos, vozes, solos, enfim em tudo. Vejo muito hoje em dia, músicos buscando arranjos parecidos, entre si e parecidos com os da Canção Nova, ou Ziza, ou Walmir Alencar. Pessoal, mais uma vez, vocês preferem o original ou a copia? Conter influência significa ter traços e não ser igual a certas pessoas. Hoje recebemos muitos trabalhos que lembram muito Dunga, Anjos de Resgate, Vida Reluz e Walmir Alencar, Eterna, ou até mesmo muitas coisas evangélicas, mas pouca coisa com a cara realmente dos artistas que as mandam. Estamos vivenciando uma época de entre safra, uma época onde pouca coisa tem realmente identidade. Poucos têm a coragem mostrar a cara, e entram com uma mascara com o rosto das pessoas ou grupos que citei acima, achando que assim seriam mais agradáveis ou até mais reconhecidas. Mesmo que não enxergam isso no fundo se espelham tanto em algumas pessoas que passam a se confundir com o reflexo. Personalidade vai muito além do que roupas o tipo de voz, mas entra por atitude, arranjos, timbres. Quantas e quantas musicas por ai começam iguais, com arranjos bons mais que lembram muito outros artistas, quantas vozes lembram outros cantores, até musicas que lembram outras. Galera, vamos melhorar a qualidade da musica católica e expandir horizontes, não fiquemos presos a “modismos” da música secular, ou a “mesmices” da música gospel, mas sim sejamos fiéis ao que a musica pede, ao novo que chama e a qualidade que clama. Guilherme Montanari Portal Católico

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