O verdadeiro discípulo segue e se deixa ser seguido na comunhão com Cristo.


”Viver em comunhão traz consigo o risco por não construir a minha imagem de cristianismo no próximo, mas sim permitir a Cristo formar a imagem de um ser livre e aberto para a vida.” A comunhão que segue as pegadas do Cristo Ressurrecto nos chama para a convivência mútua, para o relacionamento interativo e tal decisão abre a questão para não sermos apenas ouvintes, mas parceiros da mensagem inclusiva de Cristo; para sermos não apenas receptores voltados a atender os anseios de uma dimensão egoísta e sim para sermos participantes da manifestação das boas novas, na realidade do próximo. Vou adiante, isto envolve partilharmos a narrativa prática e simples da bondade, da misericórdia, da justiça e da paz. É bem verdade, muito embora essa decisão, em certos momentos, traga riscos, rejeições e refutações. Sem sombra de dúvida, valer – se de um não sonoro e retumbante, diante das convidativas e até apreciáveis trajetórias de um evangelho de discursos, sem o serviço integral, em todas as esferas da vida, marcado por ritualismos vazios, por uma completa ausência do discipulado e por permanecer numa fé mais parecida com ideais e ídolos, ao invés de ir a direção da confissão sincera e séria. O Discipulado Fora das Prateleiras ”O discípulo de Cristo não leva consigo as indumentárias dos discursos vazios e enfadonhos das persuações teológicas e doutrinárias, ou de uma salvação para o aqui e agora, ou de uma fé sem esperança no próximo, em nós mesmos e na vida; tão somente, carrega as lágrimas, os sorrisos, o estou contigo, o não sei o que dizer e não tenho repsostas para tudo, mas Ele se encontra conosco, nas tensões, nas vicissitudes, nas contradições, nas incertezas, nas dúvidas, nas perdas e nas obscuridades.” O discipulado fora das prateleiras ou que não vem pronto, não traz pergaminhos do certo e errado, não tem subdivisões que segregam e tornam as pessoas ofensoras (uma das outras), não cria e não mantém grupos exclusivistas, não lê a cartilha do poder e da opressão, da coerção e desfiguração do próximo. Em direção oposta, o discipulado propõe a formação de dependentes ensináveis, de aprendizes contínuos da vida (em todo seu ritmo, em toda sua melodia, em toda sua cadência, em toda sua intensidade, em sua profundidade, em todas suas descobertas e revelações). Afinal de contas, o discipulado paina as poeiras das máscaras dominicais e faz com que o nosso olhar se incline para o olhar do semelhante. Por fim, o discipulado pulsa as aspirações de um Deus despido das honrarias e dos apetrechos das ideologias religiosas para, então, deixar suas pegadas nas escadarias do coração humano. Paz e bem.

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