ComPAIxão

O Senhor me disse: Você é meu filho; hoje eu me tornei seu pai. (Salmos 2:7) “Papai, meus coleguinhas dizem que os pais deles são heróis”, mas eu digo que eu tenho dois pais heróis e que os homenageio todos os dias. Parabéns papai! Todos nós passamos por algum tipo de perda em algum momento de nossas vidas. Quando isso acontece, procuramos um braço amigo para nele encontrarmos abrigo. Na maioria das vezes, é o nosso pai que nos oferece alegremente os seus braços. Quase sempre nos recorremos a ele porque ele tem comPAIxão. Quando uma criança perde um brinquedinho, ela corre para os braços do papai, na esperança de que o probleminha seja resolvido. Quando um adolescente perde a medalha nos jogos olímpicos da escola, ele corre para os braços do pai, na certeza de neles encontrar o alento. Quando um jovem está apaixonado, ele corre para os braços do pai, à procura de uma estratégia de conquista. Enfim, para muitos, o pai é o refúgio em todo tempo. Assim, ele sempre merece o nosso carinho e atenção. Felizes são aqueles que ainda podem contar com os serenos braços de seu papai para neles descansar, na certeza de ali estarem seguros, de ali estar o seu refúgio, a sua torre, a sua fortaleza. Mais felizes ainda são os que confiam no Pai celestial, pois assim podem ter a certeza de que jamais estarão sós. Parafraseando o salmista, os que são filhos de Deus podem dizer: O Pai é o nosso refúgio e a nossa força, socorro que não falta em tempos de aflição. Por isso, não teremos medo, ainda que a economia seja abalada, e as riquezas caiam nas profundezas do oceano. Não teremos medo, ainda que os corruptos se agitem e rujam, e os medrosos tremam violentamente. Há uma atitude que alegra a casa do Pai. O Pai vive na sua casa, e ela nunca será destruída; todos os dias, Ele a protegerá. As pessoas ficam apavoradas, e os líderes políticos ficam indecisos. O Pai age, e todos o procuram. O Pai Todo-Poderoso está do nosso lado; Ele é o nosso refúgio. Venham, vejam o que o Pai tem feito! Vejam que coisas maravilhosas ele pode fazer por vocês! Ele pode acabar com as revoltas no mundo inteiro; pode quebrar os aviões de guerra, despedaçar os mísseis e destruir as armas. Ele diz: “Parem de lutar e fiquem sabendo que eu sou o Pai. Eu sou o Pai de todos, o Pai do mundo inteiro.” Esse é o Pai Celestial que com sua grande comPAIxão diz agora assim para você: “Vem filho amado / Vem em meus braços descansar / E bem seguro te conduzirei / Ao meu altar / Ali falarei contigo / Com meu amor te envolverei / Quero olhar em teus olhos / Tuas feridas sararei / Vem filho amado / Vem como estás” (Diante do Trono) Você pode estar passando por um momento difícil. Digo a você, com toda sinceridade, que o melhor lugar como refúgio são os braços do Pai Celestial. Neles você pode se deleitar no conforto da sua Palavra. Corra agora para os braços do Pai Celestial! Elbem César Brasília – DF

A igreja e as redes sociais. Sociais ?

Há muito tempo o fenômeno das redes sociais tem chamado a atenção de pais, conselheiros familiares, educadores, psicólogos, sociólogos e teólogos ao redor do mundo inteiro. Expressões como Facebook, Twitter, MySpace, Linkedin, YouTube, Google+, por exemplo, e até o já “ultrapassado” Orkut, fazem parte não só do vocabulário, mas do cotidiano indispensável da vida de milhões de pessoas. Minha crítica não é concentrada nessas ferramentas em si, mas na maneira como elas estão sendo utilizadas, principalmente pelas crianças, adolescentes e jovens. Na vanguarda de toda essa interatividade virtual está o Facebook. Segundo o site da revista Veja, a rede social criada em 2004 alcançou, em março deste ano, a marca de 901 milhões de usuários ativos (pessoas cadastradas que acessaram o serviço ao menos uma vez no mês) – um acréscimo de 41% em relação ao mesmo período de 2011 (680 milhões). O Facebook aproxima, assim, da marca de 1 bilhão de pessoas conectadas em todo o mundo e no Brasil, o número de cadastrados caminha para a casa dos 50 milhões. De acordo com o pastor Sandro Baggio, em artigo para a revista Lar Cristão, “O principal atrativo que as redes sociais oferecem é a facilidade de conexão entre pessoas distantes e a reaproximação de amigos e conhecidos. Além disso, elas servem para troca de informações, opiniões, discussões, denúncias, propostas de namoro e emprego, mobilização para causas, protestos, promoção de eventos, álbuns fotográficos, músicas, vídeos, etc.”. Algumas empresas norte-americanas vêm usando as redes sociais na seleção de seus funcionários e talvez essa prática dentro em breve chegará ao Brasil.Não há como negar as vantagens encontradas e as descobertas que são realizadas, mas também não há como negar a quantidade exagerada de lixo e futilidade que são produzidos instantaneamente. Sabemos que nem todos curtem a ideia das redes sociais e há sérias justificativas para isso. Há muitos riscos que as pessoas enfrentam quando deixam-se envolver por esse fascínio impregnado na sociedade moderna. A demasiada exposição de dados pessoais e familiares; o acesso a conteúdos impróprios, presente em toda a internet; o abuso no uso da imagem alheia, através de denúncias infundadas e preconceituosas; o assédio on-line promovido pelos hackers sexuais; etc., são apenas alguns dos muitos perigos causados pelo mau uso das redes sociais. Elas podem promover como denegrir uma pessoa ou instituição em fração de segundos. O que se posta fica marcado para sempre. Já soube de casamentos sendo destruídos, pessoas e famílias inteiras sendo afastadas umas das outras, igrejas e pastores entrando em rota de colisão por causa do uso indiscrimidado e inconsequente das redes sociais. Geralmente quando uma mensagem,foto ou vídeo são publidados, imediatamente surgem comentários maliciosos e inconvenientes de alguem “anônimo”, mas que na verdade não é tão anônimo assim. Muitos se camuflam e mostram quem realmente são quando agem dessa maneira. Você sabe quais são as duas maiores preocupações da geração das redes sociais? Ficarem sem conexão ou não serem aceitas nem “curtidas”. Todos buscam seguidores e anseiam por amizades imaginárias – pura ilusão. Milhões de pessoas perdem tempos preciosos conectadas ao mundo virtual e no entanto, no mundo real, permanecem distantes e isoladas umas das outras. É a epidemia da solidão que se desenvolve silenciosa e compulsivamente. E o que a igreja tem a ver com isso? Como esperança para este mundo e seus anseios, precisamos resgatar e promover o encontro real em ambientes saudáveis e acolhedores, a começar dentro de casa, do lugar que chamamos de “lar” – da mesma raiz de “lareira” – lugar que aquece não só corpos, mas também corações e sentimentos. Igreja, seja em casa ou no templo, é lugar da família reunida. Igreja é lugar de vida, de comunhão, de abraço e de sorriso. Na igreja, Corpo de Cristo, somos aceitos e permanecemos conectados à Videira, que é Jesus, e o melhor: não corremos o risco de sermos deletados nem excluídos. JosÉ Paulo Moura Antunes Rio De Janeiro – RJ

MOMENTOS DE VIDA

Ás vezes aparecem em nossas vidas
Momentos difíceis;
Momentos que tiram as nossas forças,devastam  nossa coragem.
Parecem ser momentos muito fortes,
momentos incombatíveis…
E muitas vezes nós nos deixamos vencer por estes momentos.
Poucas pessoas sabem, que o coração do ser humano,
guarda segredos… Um de seus segredos,é uma força que combate qualquer momento de turbulência essa força se chama FÉ!
Ela é imensamente forte…
Ela é a certeza, e o sorriso junto da paz.
Ela é o alimento da alma, o alimento que nos dá força e quando alguem descobre esse segredo que é a FÉ,ele a cultiva, e faz brotar a Felicidade.
Daí para frente essa FÉ descoberta, percorre as nossas convicções  e enfim é vivida.
Faça de cada lágrima de dor,uma gotinha de coragem em busca pela felicidade!
E tenha sempre em mente o Amor de Deus.
Deus mora em sua vida não tenha dúvidas,Confie Nele!
Ele não coloca desafios que você não possa enfrentar;
Ele coloca desafios para que você cresça no amor
E na vontade de viver…

Paz e bem
Fonte: Luiz C Gomes

ENCARANDO A VERDADE PARA O BEM ESTAR.



“O stress é causado em parte por relacionamentos humanos mal resolvidos. Se melhorarmos a capacidade de nos relacionar, teremos menos brigas, menos stress e, consequentemente, menos processos e pessoas doentes”, diz o italiano Piero Massimo Forni. Professor da Universidade Johns Hopkins e um dos maiores especialistas mundiais no estudo da civilidade.
Se fala muito sem dizer nada.
Se vê muito sem enxergar nada.
Se ouve muito sem escutar nada.
Se beija muito sem sentir nenhum cheiro.
Se abraça muito sem sentir calor.
Se anda muito sem chegar a nenhum lugar.
Se junta muito sem estar ao lado.
Se deseja muito sem nada oferecer.
Se presenteia muito sem nenhum coração.
Se critica muito sem nenhum elogio.
Se ira muito sem nenhum equilíbrio.
Se odeia muito e muito sem nenhum amor.
Se exigir muito sem nenhuma obediência.
Se mente muito sem nenhum medo da verdade.
Se sonha muito sem nenhum pensamento realizável.
Se propaga muito a fé em Deus sem nenhuma prática evangélica.
Se diz e escreve muito sobre a felicidade e sem nenhum prazer de viver.
Se promove muito a paz e sem nada fazer contra a indústria bélica.
Se fala muito em respeito pela vida e sem nenhum temor de matar.
Se legisla muito e sem nenhum fim da impunidade.
Se confia muito na justiça e sem nenhum término a corrupção.

 “Quanto aos homens maus e impostores, eles progredirão no mal, enganado e sendo enganados. Tu, porém, permaneceu firme naquilo que aprendeste como certo; tu sabes de quem o aprendeste. Desde a tua infância conheces as sagradas letras; elas têm o poder de comunicar-te a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Cristo Jesus”, escreve para o jovem bispo Timóteo, São Paulo Apóstolo, Doutor e Missionário da Igreja Primitiva (2 Tm 3, 13-15).
Encarar a verdade para derrubar as barreiras da hipocrisia; tirar as máscaras; se libertar da maldade e praticar a caridade; buscar a sabedoria celestial para eliminar a boçalidade e viver com qualidade de vida: física, emocional e espiritual. Trabalhar incansavelmente pela civilização do amor. Tudo em prol da verdade pela paz e felicidade de todos.
“A verdade de Cristo é o fundamento para o bem-estar individual e social.”


Pe. Inácio José do Vale
Escritor e Conferencista
Professor de História da Igreja
Especialista em Ciência Social da Religião
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com

 

SEMEAR A PALAVRA DE DEUS




“Um semeador saiu a semear …” É o início da parábola que está no centro do Evangelho deste 15º. Domingo do Tempo Comum (Mateus 13,1-23); um início simples, quase trivial, como parece mais óbvio em seguida: no difícil terreno palestino de então, a semente espalhada “como chuva” cai apenas parcialmente em terra boa, onde irá dar frutos, em grande parte se perde no terreno seco, ou entre as pedras ou entre espinhos.
Com algumas exceções, todas as parábolas apresentam semelhantes traços da vida comum, de pouco interesse à primeira vista: a pesca pobre ou abundante, um homem assaltado por ladrões em uma estrada solitária, um pai que luta com os delírios dos filhos, dois homens que vão orar, uma mulher que percebe ter perdido uma moeda, uma outra prejudicada por falha na justiça.
Pode-se perguntar de onde vem o encanto dessas histórias, ainda vivas após dois mil anos em um mundo mudado radicalmente. A resposta, paradoxalmente, está no fato de que elas não mostram circunstâncias extraordinárias, mas sempre a partir dos pequenos problemas em que nos encontramos presos ou que conhecemos e que hoje também poderiam nos afetar: problemas de todos, como sempre, essencialmente os mesmos que há dois mil anos atrás – mudou apenas no modo externo. Por isso nos envolvem, pois numa ou noutra podemos nos reconhecer, mas muitas vezes as vivemos de uma forma superficial, entediados ou irritados. As parábolas nos fazem descobrir uma dimensão mais profunda, que as removem da banalidade e conferem ao cotidiano toda a espessura da vida real.
A parábola do semeador é um exemplo claro. Jesus faz a narração, como Ele mesmo depois explica, para comparar o semeador a Deus, a semente à sua Palavra, e os diferentes tipos de terrenos para as diferentes formas em que os homens se colocam diante dessa. Aqueles que não a aceitam ficam tão secos como a estrada; as pedras e os espinhos indicam os que receberam a Palavra, mesmo com entusiasmo, mas, superficialmente, sem deixar criar raízes, de modo que na primeira dificuldade a colocá-la em prática a abandonam, e apenas aqueles que realmente a fazem própria dão seu fruto abundante A parábola é, portanto, um convite para não ser superficial em relação à fé, a tomar consciência de que acolhê-la com coerência dá valor a cada momento da vida.
Mas em transparência da parábola, deduz-se também outra coisa. Por exemplo, que Deus não se desinteressa pelos homens; o fato de que lhes dirija sua palavra demonstra que Ele tem cuidado de orientá-los para o bem. Nesse sentido, a parábola ocupa um tema já presente no Antigo Testamento, como se pode ler, entre outras, na bela página dos profetas escolhida hoje como a primeira leitura (Is 55,10-11): “Assim diz o Senhor: Como a chuva e a neve descem do céu e não voltam para lá sem irrigar a terra, sem a ter fecundado e feito brotar para que possa dar a semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra da minha boca….”
A parábola do semeador implica que, como Deus espalha sua Palavra sobre os homens, o mesmo acontece com cada um de nós: as nossas palavras, aquelas ditas e não ditas, quando na verdade elas deveriam ser ditas, aquelas faladas e aquelas caladas, feitas de gestos e comportamentos, nunca são sem consequências; como a pedra lançada no lago, sempre produzem ondas que se espalham fora de proporção, de longo alcance, produzem nos outros reações, opiniões, atitudes. Muitas vezes não pensamos, mas todos nós somos semeadores. Assim, se de um lado a consciência de influenciar sobre os outros dá sentido a todo momento e, em seguida, afirma que a vida, na realidade, nunca é trivial, de outro lado é para perguntar-se que semente lançamos ao nosso redor? A diferença entre Deus-semeador e o homem-semeador é esta: Deus sempre espalha a boa semente, que dá frutos abundantes em quem a recebe, enquanto nós sabemos lançar sementes envenenadas, que fazem sofrer. Talvez, às vezes, não tenhamos consciência disso, e é a nossa desculpa, por isso mesmo temos de avaliar cuidadosamente o que semeamos.
São Paulo Apóstolo, na passagem de Romanos que lemos neste domingo, nos faz lembrar do nosso destino eterno, fazendo-nos tomar consciência de que, mesmo os mais terríveis sofrimentos de hoje ou de uma vida inteira, são bem pouca coisa, temporalmente, concretamente, se comparados com a felicidade eterna, para a qual caminhamos, na medida em que fazemos tesouro da Palavra de Deus e não apenas a ouvimos, mas a praticamos. Bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e vivem-na todos os dias, nós cantamos juntos na liturgia eucarística, como se pode rezar na oração inicial da Missa de hoje, “Aumentai em nós, ó Pai, com o poder do vosso Espírito, a disponibilidade para acolher a semente de vossa palavra, que continuais a semear sobre toda a humanidade, para que frutifique em obras de justiça e de paz  e revele ao mundo a bendita esperança do vosso reino”.
Em outras palavras, um forte apelo à nossa responsabilidade pessoal sobre a adesão à Palavra de Deus que nós ouvimos durante as várias celebrações religiosas ou que podemos meditar pessoalmente, tomando em nossas mãos a Sagrada Escritura e lendo-a sistematicamente. Se não podemos fazer pessoalmente, porque limitados no tempo e nas condições físicas, valorizemos todas as oportunidades que nos dão as comunidades paroquiais, e também os múltiplos meios de comunicação que oferecem serviços à Palavra, tais como Internet, televisão, rádio, jornais, imprensa, revistas de todos os tipos. É importante valorizar e estudar o texto sagrado e, em sintonia com ele, conduzir a nossa vida pessoal para a santificação e salvação eterna, vocação de todo filho de Deus. Entender o que o Senhor quer para cada um de nós é o primeiro passo para a felicidade, passando pela purificação do coração e da mente, exatamente como nos diz o trecho do Evangelho deste domingo – décimo quinto do tempo comum. Se o nosso coração ainda está duro, árido, sem qualquer valor moral não poderá jamais dar uma resposta produtiva à Palavra, que também entra e toca a sua profundidade. É preciso diltar o coração para acolher a Palavra e levá-la para a vida, tranformá-la em exemplo vivo.
Neste contexto, a nossa Arquidiocese do Rio de Janeiro recebe bispos de várias partes do Brasil, nesta semana próxima, para discutir como evangelizar nessa nova cultura nascida com as novas mídias. Trata-se do Seminário de Comunicação para os Bispos do Brasil (SECOBB), que tem como objetivo oferecer um espaço de reflexão e debate sobre o fenômeno da comunicação, a evolução de seus fundamentos e a natureza de suas práticas. Também apresentar os desafios que esse fenômeno traz para a Pastoral da Comunicação. As novas mídias são ferramentas fundamentais para o anúncio da Palavra de Deus. Atrás de nossas mídias estão milhares de pessoas que estão empenhadas, até mesmo com suas próprias vidas, para que a Palavra de Deus seja anunciada e Cristo seja ainda mais conhecido por todos. Tenho certeza de que a missão dos nossos comunicadores fez com que a imagem pública da Igreja diante da sociedade fosse ainda mais trabalhada com a verdade, para ser ainda melhor conhecida diante de tantas situações midiáticas hodiernas. Vamos acolher o Senhor Arcebispo Presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, que fará a abertura do seminário, e os senhores Bispos no Brasil para que a Palavra de Deus seja devidamente anunciada, usando de todos os meios que as mídias nos oferecem. Peço aos fiéis que rezem nestas intenções e que a Palavra de Deus continue sendo luz para os nossos pés e lâmpada para os nossos caminhos.
Última Alteração: 09:36:00
Fonte: Orani João Tempesta, O. Cist.
Local:Rio de Janeiro

INTEGRAÇÃO FÉ – CIÊNCIA

Max Planck (1858-1947), premiado com o Nobel de Física em 1919, escreveu que “religião e ciência natural combatem unidos…” Explicou também que “a prova mais imediata da compatibilidade entre religião e ciência natural, mesmo sob análise detalhada e crítica, é o fato histórico de que justamente os maiores cientistas de todos os tempos, homens como Kepler, Newton, Leibniz, estavam imbuídos de profunda religiosidade.”

Cientistas como Kepler, Boyle, Ampère, Volta, Pascal, Newton, Leibniz, Bayes, Cauchy, Euler, Boole, Fresnel, Faraday, Henry, Dalton, Joule, Stokes, Pasteur, Mendel, Kelvin, Maxwell, Riemann, Gibbs, Marconi, Planck, Compton e tantos outros integraram sua fé cristã e pesquisa científica. A forma e expressão de tal integração assume características distintas e pessoais na vida de cada um desses cientistas. James Prescott Joule (1818-1889), por exemplo, via na fé cristã uma motivação para as ciências naturais: “após conhecer e obedecer à vontade de Deus, o próximo alvo deve ser conhecer algo dos Seus atributos de sabedoria, poder e bondade evidenciados nas obras de Suas mãos.”

Integração fé-ciência adquire dimensões práticas interessantes à luz da interdisciplinaridade e transdisciplinaridade das aplicações atuais de ciência, nas quais perspectivas e questões motivacionais, éticas, políticas, de formação humana e social, etc estão cada vez mais frequentemente entrelaçadas com questões classicamente vinculadas ao método científico e à tecnologia. É neste contexto que cientistas de fé cristã podem valer-se de forma especial da integração fé-ciência. A fé integra-se instrumentalmente não à ciência em si, mas ao desempenho profissional do cientista, como relata George Washington Carver (1864-1943), eminente botânico e agrônomo: “Quando eu trabalhava em projetos que atendiam a uma real necessidade humana, forças trabalhavam através de mim que me surpreendiam.

Frequentemente eu adormecia com um problema aparentemente insolúvel. Ao acordar, a resposta estava lá. Por que, então, devemos nós crentes em Cristo nos surpreender com aquilo que Deus pode fazer com um homem de boa vontade em um laboratório?”

A vivência da integração fé-ciência como relatada por Carver, ou sua ausência seja por falta da fé ou de integração, poderá ter impacto que transcende a prática profissional individual do cientista. Para Max Thürkauf (1925-1993), professor emérito da Universidade de Basileia, condecorado com o prêmio Ruzicka em 1963 por suas contribuições à química, a integração fé cristã-ciência é o único caminho possível para uma ciência sustentável. Ele enfatiza que armas atômicas, catástrofes como a de Chernobyl e outras tragédias ambientais e humanas são consequência da atividade científica sem o vínculo sensibilizador da fé. “Tão certo quanto a bomba atômica foi criada por uma ciência natural sem oração, uma pesquisa que implementa a fórmula ‘ore e trabalhe’ levará a uma ciência e tecnologia que não ameaçará a vida, mas a fortalecerá através do amor. A ameaça pela ciência e tecnologia materialista de hoje é particularmente perigosa, pois o maligno disfarça o mal com muitos aspectos positivos; quanto mais perigoso algo é na tecnologia moderna, mais aspectos positivos parece ter.”

“Para exercer pesquisa como uma tarefa dada por Deus, precisamos urgentemente de uma ciência ‘repleta de valores’ ao invés de uma ciência ‘sem valores’. Algo terá valor somente quando Deus ali tiver o primeiro lugar. Carecemos desesperadamente de cientistas que questionem em oração, se o que eles estão planejando é compatível com as ordenanças de Deus. Precisamos urgentemente de cientistas, pesquisadores que oram e que não fazem tudo o que é tecnicamente possível, mas que, pelo poder da oração, são capazes de fazer o que cada vez mais pessoas consideram impossível: resgatar a vida da ameaça mortal de uma tecnologia ‘sem valores’. Em sua despedida, Jesus disse: “Sem mim nada podeis fazer.” (João 15:5) Justamente a ciência natural, que em si guarda tantos perigos, as pessoas querem fazer sozinhas… A ciência natural do futuro, que respeita a fórmula ‘ore e trabalhe’, precisa ser praticada por amor à natureza, como missão de Deus para o cultivo da criação. A natureza deve ser objeto de amor e não de simples utilidade.”
Aos céticos com a proposta do ‘ore e trabalhe’ no contexto da atividade científica, talvez por considerarem o cristianismo anacrônico, inoportuno e/ou irreconciliável com a “modernidade”, Thürkauf diz que “certamente os Evangelhos hoje são anacrônicos, mas é por isso que eles são verdadeiros. Num momento de mentiras, a verdade sempre é inoportuna. Vivemos na época do materialismo e a verdade do materialismo é a mentira. O evangelho vai ser anacrônico até que tenha mudado os tempos, ou seja, as pessoas tiverem melhorado.”

Notas:

1) As citações de Planck, Joule e Carver podem ser conferidas na página Internet sobre Fé e Ciência mantida pelo autor em http://www.freewebs.com/kienitz

2) As citações de Max Thürkauf foram extraídas dos livros Unruhig ist unser Herz (ISBN 3-7171-0930-8), Eid(Zeit)Genossen (ISBN 3-905263-35-1) e Die Gottesanbeterin (ISBN 3-7171-0854-9).

Karl Heinz Kienitz Recebeu o doutorado em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica Federal de Zurique, Suíça. Trabalha como professor de engenharia em São José dos Campos. É membro da Primeira Igreja Batista naquela cidade

A ARMA DO AMOR

A Arma do Amor

Há muito tempo atrás, uma menina chamada Yang se casou e foi viver com o marido e a sogra. Depois de alguns dias, passou a não se entender com a sogra. As personalidades delas eram muito diferentes, e Yang foi se irritando com os hábitos da sogra que freqüentemente a criticava. Meses se passaram e Yang e sua sogra cada vez discutiam e brigavam mais.

De acordo com antiga tradição chinesa a nora tinha que se curvar para a sogra e a obedecer em tudo.

Yang já não suportando mais conviver com a sogra, decidiu tomar uma atitude e foi visitar um amigo de seu pai, que a ouviu e, depois, com um pacote de ervas lhe disse:

_ Você não poderá usá-las de uma só vez para se libertar de sua sogra porque isso causaria suspeitas. Vou lhe dar várias ervas que irão lentamente envenenando sua sogra. A cada dois dias ponha um pouco destas ervas na comida dela. Agora, para ter certeza de que ninguém suspeitará de você quando ela morrer, você deve ter muito cuidado e agir de forma muito amigável. Não discuta o que eu digo e ajudarei a resolver seu problema; mas você tem que me escutar e seguir todas as instruções que eu lhe der.

Yang respondeu:

_ Sim, Sr. Huang, eu farei tudo o que o que o senhor me pedir.

Yang ficou muito contente, agradeceu ao Sr. Huang e voltou apressada para casa para começar o projeto de assassinar a sua sogra. Semanas se passaram, e a cada dois dias Yang servia a comida “especialmente tratada” à sua sogra. Ela sempre lembrava do que Sr. Huang tinha recomendado sobre evitar suspeitas, e assim ela controlou o seu temperamento, obedeceu a sogra e a tratou como se fosse sua própria mãe.

Depois de seis meses a casa inteira estava com outro astral. Yang tinha controlado o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Nesses seis meses não tinha tido nenhuma discussão com a sogra, que agora parecia muito mais amável e mais fácil de lidar. As atitudes da sogra também mudaram e elas passaram a se tratar como mãe e filha. Um dia Yang foi novamente procurar o Sr. Huang para pedir-lhe ajuda e disse:

_ Querido Sr. Huang, por favor, me ajude a evitar que o veneno mate minha sogra! Ela se transformou numa mulher agradável e eu a amo como se fosse minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que eu lhe dei. O Sr. Huang sorriu, acenou com a cabeça e disse:

_ Yang, não precisa se preocupar. As ervas que eu dei eram vitaminas para melhorar a saúde dela. O veneno estava na sua mente e na sua atitude, mas foi jogado fora e substituído pelo amor que você passou a dar a ela. Na China existe uma regra dourada que diz:

“A pessoa que ama os outros também será amada.”

Na grande parte das vezes recebemos das outras pessoas o que damos a elas, então…

…LEMBRE-SE SEMPRE:

O plantio é opcional.

A colheita é obrigatória.

Por isso cuidado com o que planta!!!