Devocional Diária.

1209050_292318894243732_1423467729_n Palavra de Deus 2

Você está insultando o sumo sacerdote, o servo de Deus? (Atos 23.4)

É melhor não esconder que, surpreendido por aquele tapa na boca, Paulo teria perdido as estribeiras e chamado a autoridade religiosa de “parede branqueada”. As pessoas que estavam mais próximas dele tomaram a defesa de Ananias e lhe perguntaram: “Você está insultando o sumo sacerdote, o servo de Deus?”.

Paulo, que tinha acusado o sumo sacerdote de quebrar a lei, reconhece que ele também a quebrou, porque está escrito: “Não fale mal de nenhuma das autoridades de seu povo” (23.5; Êx 22.28). A desculpa que o apóstolo oferece é de difícil compreensão: “Meus irmãos, eu não sabia que ele é o sumo sacerdote”.

Pouco a pouco, os habitantes de Jerusalém foram descobrindo que Ananias era mesmo uma “parede branqueada” e muito mais. Em A Mensagem de Atos, John Stott afirma que o historiador Josefo, do primeiro século, escreve que ele era “um grande acumulador de dinheiro”, chegando a “usar de violência para tomar dos sacerdotes o dízimo que lhes pertencia”.

Sem o saber, Paulo não errou ao dizer que Deus castigaria ou feriria o sumo sacerdote. Primeiro, porque “o que uma pessoa plantar, é isso mesmo que colherá”, pois de Deus não se zomba (Gl 6.7). Segundo, porque o rei Agripa o depôs dois anos depois (59 d.C.) e sete anos mais tarde Ananias foi assassinado (66 d.C.).

Coisa muito parecida aconteceu com Jesus menos de trinta anos antes. Quando estava diante do Sinédrio na manhã da Sexta-feira da Paixão, um guarda do templo deu-lhe uma bofetada por achar desrespeitosa uma palavra dele dirigida ao sumo sacerdote da época (Anás). Jesus também não deixou por menos: “Se eu falei a verdade, por que é que você está me batendo?” (Jo 18.19-24). Paz e bem

Sobre o dar.

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Na passagem em que o Novo Testamento fala que todos devemos trabalhar, ele menciona que um dos motivos para tanto é que “se tenha algo para dar aos necessitados”. A caridade — dar aos pobres — é uma parte essencial da moralidade cristã.

Na assustadora parábola das ovelhas e dos bodes, esse parece ser o ponto culminante. Certas pessoas dizem que a caridade deveria ser desnecessária e que, em vez de dar aos pobres, deveríamos lutar por uma sociedade em que não houvesse pobres para quem dar as coisas. Elas podem até estar certas em dizer que precisamos lutar por uma sociedade assim. Porém, se uma pessoa acha que nesse meio tempo ela pode parar de dar, então ela se afastou e está bem longe da moralidade cristã.

Não acredito que seja possível estabelecer o que devemos dar em termos quantitativos. Temo que a única regra segura seja dar mais do que sobra. Em outras palavras, se a nossa despesa com conforto, luxo e diversão é maior do que o padrão comum entre os que ganham o mesmo que nós, provavelmente estamos dando muito pouco. Se as nossas doações não estão nos causando aperto ou embaraço, devo dizer que elas são demasiado pequenas. Deve haver coisas que gostamos de fazer, mas que não podemos por causa da nossa despesa com caridade. Estou me referindo agora à “caridade” no sentido comum.

Casos particulares de necessidades e aflições vividas pelos seus próprios parentes, amigos, vizinhos ou empregados, que Deus, por assim dizer, nos força a notar, podem exigir mais ainda: podem até mesmo debilitar ou pôr em risco nossa própria posição. Para muitos de nós o grande obstáculo à caridade não está nos luxos da vida ou no desejo por mais dinheiro, mas no medo — medo da insegurança. Precisamos reconhecê-lo muitas vezes

como uma tentação. Diversas vezes é o nosso orgulho que impede a nossa caridade; somos tentados a gastar mais do que deveríamos nas formas exibicionistas de generosidade (dar gorjeta, exercer a hospitalidade), e menos do que deveríamos com aquelas pessoas que realmente precisam da nossa ajuda. Paz e bem

PONTO DE APOIO.

O povo de Deus é povo missionário.

Eles jogaram a rede e logo depois já não conseguiam puxá-la para dentro do barco, por causa da grande quantidade de peixes que havia nela. [João 21.6, NTLH]

A mesma pessoa que perguntou aos sete discípulos quantos peixes eles haviam apanhado naquela noite inteira de pescaria animou-os com um estranho conselho: “Joguem a rede do lado direito do barco, que vocês acharão peixe!” (Jo 21.6, NTLH).

João olhou para seu irmão Tiago e os dois olharam para Simão. Talvez os três tenham ficado com uma vontade enorme de dizer um para o outro: “Que bobagem! Se há peixe à direita do barco, há também à esquerda, à frente e atrás”. Porém os três se controlaram e não abriram a boca, porque se lembraram de uma experiência anterior muito semelhante, quando Jesus os encorajou a voltar ao mar e lhes prometeu muitos peixes. Nessa ocasião, Simão Pedro havia dito a Jesus: “Senhor, nós trabalhamos durante a noite toda e não pegamos nada. Porém se o Senhor diz assim, vamos tentar novamente” (Lc 5.5, BV).

Os sete pescadores estavam aprendendo a extraordinária arte de se valerem tranquilamente da orientação e da bênção que vem de cima. A palavra de Jesus é um sólido ponto de apoio. É por isso que Simão havia dito antes da primeira pesca maravilhosa: “Sob a tua palavra lançarei as redes” (Lc 5.5)!

— Ó Deus, ajuda-me a usar a tua Palavra como ponto de apoio, em situações diversas e adversas! Paz e bem

A VERDADE DAS ESCRITURAS.
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Homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo. [2 Pedro 1.21]

A segunda parte do primeiro capítulo de 2 Pedro é uma passagem maravilhosa sobre a veracidade das Escrituras.

Primeiro, a verdade bíblica é uma verdade escrita. Pedro sabia que iria morrer em breve. Enquanto ele estava vivo, ele podia instruir seus leitores, mas e depois que ele partisse? Ele precisava deixar suas instruções por escrito para torná-las acessíveis. Por trás disso, porém, encontramos a providência divina. Se Deus disse e realizou algo singular por meio de Cristo, alguma coisa precisava ser feita para que fosse preservado. Deus não permitiria que isso se perdesse. Assim, a Bíblia é a Palavra de Deus escrita.

Segundo, as Escrituras dão testemunho da verdade. Pedro estava se referindo à transfiguração quando viu a glória de Deus e ouviu sua voz: “Fomos testemunhas oculares da sua majestade” (v. 16). O conceito de testemunha ocular, no entanto, está presente em toda a Escritura, pois Deus levantou testemunhas para registrar e interpretar aquilo que ele estava fazendo em Israel. O significado de suas ações não se evidencia por si só. Por exemplo, ocorreram muitas migrações tribais no antigo Oriente Médio, mas ninguém saberia da singularidade do êxodo se Deus não tivesse levantado Moisés. Milhares de pessoas foram crucificadas durante o domínio do Império Romano, mas ninguém saberia da singularidade da cruz de Jesus se Deus não tivesse levantado os apóstolos.

Terceiro, a luz das Escrituras ilumina a verdade. “Vocês farão bem se a ela prestarem atenção, como a uma candeia que brilha em lugar escuro” (v. 19). A imagem do povo de Deus é a de peregrinos viajando numa noite escura. Eles precisam de uma lâmpada, e as Escrituras clareiam o caminho e são úteis ao seu propósito.

Quarto, as Escrituras revelam a verdade divina. Nenhuma profecia, Pedro escreveu, se originou na mente ou na vontade dos homens, mas antes na de Deus. “Homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo” (v. 21).

Graças a Deus por sua Palavra revelada! Sem ela estaríamos tateando no escuro. Deus nos deu uma lâmpada para iluminar o nosso caminho. Por que não a usaríamos?

Para saber mais: 2 Pedro 1.12-21 . Paz e bem

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